Era uma vez um país tropical, que tinha problemas com violência, fome, miséria, com política, economia como outro qualquer. Contudo todo ano, na época do verão esses problemas se minimizam e dão lugar a outros de proporções ainda maiores e pouco controláveis, pois são resultado de um duelo antigo do homem com a natureza.
O homem, entupindo bueiros, enchendo as ruas de lixo,criando a selva de pedra e concreto,devastando, desmatando ocupando morros e encostas fazia sua parte.Em resposta a natureza castigava e os pegava desprevenidos, bem na época em que o país tropical se prepara para as férias, diversões .
E assim, o dias quentes escaldantes, compondo o cenário para fortes e intensas chuvas, eram as armas da natureza contra a degradação e ocupação humana. A depender da fúria esse embates resultavam em catástrofes de grandes dimensões que se superavam a cada ano. As chuvas de verão ocorrem devido aos dias quentes, porque a tendência é acontecer evaporação da águas e com isso a precipitação, ou seja, a formação das nuvens de chuva.
Os duelos se seguiam ano após ano, com perdas para ambos os lados, mas o último e mais recente,foi um massacre e a natureza se superou. O excedente das chuvas resultou em enchentes e deslizamento de terras e morros (desmoronamentos) em áreas especificas do país. E virou notícia em todo mundo devido o tamanho da destruição e o elevado número de vítimas.Os desastres naturais provocaram muitos acidentes, perdas, destruíndo comunidades, famílias, cidades durante esse período.
Contudo passada a tormenta o cenário de devastação fora tão dolorido quanto a própria catástrofe, ver seus pertences, casas, sua vidas destruídas e tendo só a esperança como e alicerce pra recomeçar, era desanimador.
Entretanto a natureza sabiamente poupou algumas partes do país, acreditando eu, que ela pretendia dar uma chance ao seu rival; E surgiu daí uma luz no fim do túnel. As pessoas se sentiram comovidas e decidiram ajudar. Uniram-se em prol de um bem maior a solidariedade; uns ajudando ou outros como podem e com o que podem tentando reerguer a nação fracionada.
Isso de fato deve ter compadecido a mãe natureza que deu uma trégua na guerra para que se pudesse recolher os feridos, recuperar as forças. Acho que testemunhar essa comunhão e doação em prol dos mais necessitados, a fez reconsiderar e aliviar. De certo ela é otimista e acredita que num possível acordo entre as partes. E o cessar fogo do momento poderia ser um prenúncio para selar a paz, se as partes estiverem de acordo!
*Pitadas lúdicas na dura realidade!
(As enchentes do em SP e os deslizamentos de terra no RJ provocaram muitos acidentes, angustia e perdas, contudo os deslizamento dos morros nas região serrana foi mais catastrófico dizimando comunidades, famílias cidades.
As cenas que acompanhamos pelos noticiários de todas as emissoras de TV e dos demais veículos de comunicação no país, foram impressionantes tanto pelo estrago causado, quanto pela constatação da força da natureza e com certeza pela pitadinha do homem.
Hoje quase uma semana depois do acontecido não se tem muito que falar, pois de tudo já foi visto; mortes trágicas, regastes impressionantes, reencontros, choros de tristeza e de alegria, tensão medo, imagens chocantes...
Restaram agora mensagens de socorro e noticias focadas na população, ou seja, contabilizar o que sobrou, reerguer e reorganizar a vida,contando com muita ajuda. Todos os setores da sociedade mais mobilizações voluntarias estão unidas em prol da solidariedade. E essa é a parte boa da "história". Com ou sem interesse, com muito ou com pouco. Todo mundo disposto ajudar.)