" É a minha opinião, e sou a seu favor. "(Henri Monnier)
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Um duelo peculiar

Era uma vez um país tropical, que tinha problemas com violência, fome, miséria, com política, economia como outro qualquer. Contudo todo ano, na época do verão esses problemas se minimizam e dão lugar a outros de proporções ainda maiores e pouco controláveis, pois são resultado de um duelo antigo do homem com a natureza.

O homem, entupindo bueiros, enchendo as ruas de lixo,criando a selva de pedra e concreto,devastando, desmatando ocupando morros e encostas fazia sua parte.Em resposta a natureza castigava e os pegava desprevenidos, bem na época em que o país tropical se prepara para as férias, diversões .

E assim, o dias quentes escaldantes, compondo o cenário para fortes e intensas chuvas, eram as armas da natureza contra a degradação e ocupação humana. A depender da fúria esse embates resultavam em catástrofes de grandes dimensões que se superavam a cada ano. As chuvas de verão ocorrem devido aos dias quentes, porque a tendência é acontecer evaporação da águas e com isso a precipitação, ou seja, a formação das nuvens de chuva.

Os duelos se seguiam ano após ano, com perdas para ambos os lados, mas o último e mais recente,foi um massacre e a natureza se superou. O excedente das chuvas resultou em enchentes e deslizamento de terras e morros (desmoronamentos) em áreas especificas do país. E virou notícia em todo mundo devido o tamanho da destruição e o elevado número de vítimas.Os desastres naturais provocaram muitos acidentes, perdas, destruíndo comunidades, famílias, cidades durante esse período.

Contudo passada a tormenta o cenário de devastação fora tão dolorido quanto a própria catástrofe, ver seus pertences, casas, sua vidas destruídas e tendo só a esperança como e alicerce pra recomeçar, era desanimador.

Entretanto a natureza sabiamente poupou algumas partes do país, acreditando eu, que ela pretendia dar uma chance ao seu rival; E surgiu daí uma luz no fim do túnel. As pessoas se sentiram comovidas e decidiram ajudar. Uniram-se em prol de um bem maior a solidariedade; uns ajudando ou outros como podem e com o que podem tentando reerguer a nação fracionada.

Isso de fato deve ter compadecido a mãe natureza que deu uma trégua na guerra para que se pudesse recolher os feridos, recuperar as forças. Acho que testemunhar essa comunhão e doação em prol dos mais necessitados, a fez reconsiderar e aliviar. De certo ela é otimista e acredita que num possível acordo entre as partes. E o cessar fogo do momento poderia ser um prenúncio para selar a paz, se as partes estiverem de acordo!

*Pitadas lúdicas na dura realidade!

(As enchentes do em SP e os deslizamentos de terra no RJ provocaram muitos acidentes, angustia e perdas, contudo os deslizamento dos morros nas região serrana foi mais catastrófico dizimando comunidades, famílias cidades.
As cenas que acompanhamos pelos noticiários de todas as emissoras de TV e dos demais veículos de comunicação no país, foram impressionantes tanto pelo estrago causado, quanto pela constatação da força da natureza e com certeza pela pitadinha do homem.

Hoje quase uma semana depois do acontecido não se tem muito que falar, pois de tudo já foi visto; mortes trágicas, regastes impressionantes, reencontros, choros de tristeza e de alegria, tensão medo, imagens chocantes...

Restaram agora mensagens de socorro e noticias focadas na população, ou seja, contabilizar o que sobrou, reerguer e reorganizar a vida,contando com muita ajuda. Todos os setores da sociedade mais mobilizações voluntarias estão unidas em prol da solidariedade. E essa é a parte boa da "história". Com ou sem interesse, com muito ou com pouco. Todo mundo disposto ajudar.)