É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o MatitaPereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão,
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
pau, pedra, fim, caminho
resto, toco, pouco, sozinho
caco, vidro, vida, sol, noite, morte, laço, anzol
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração.
| " É a minha opinião, e sou a seu favor. "(Henri Monnier) |
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domingo, 27 de março de 2011
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Doença do verão, Conjuntivite!

Olhos vermelhos, inchados sensação de areia nos olhos, sensibilidade a luz, dor de cabeça, são alguns sintomas da conjuntivite, uma inflamação na conjuntiva ocular, membrana transparente e fina que reveste a frente do globo ocular ás pálpebras.Em geral, ataca os dois olhos, pode durar de uma semana a quinze dias. Existem uma infinidade de tipos de conjuntivite, mas às conjuntivites bacteriana, viral, alérgica e química são as mais comuns.
A doença tem maior ocorrência no período do verão, com aumento de aproximadamente 20% em comparação com outras fases do ano. Isso acontece devido à alta temperatura que proporciona um clima ideal para o proliferação de microorganismos nocivos à saúde. Além da aglomeração de pessoas em praias e piscinas que acabam sendo ambientes propícios para a circulação desses de vírus e bactérias, facilitando a contaminação e proliferação da mesma.
Contudo cabe ficar esperto para essa doença e ter atenção redobrada, pois se não for tratada, a conjuntivite pode causar problemas sérios afetando a córnea e atrapalhar a visão, causando deficiência visual.
Assim prevenção e cuidados básicos, como lavar as mãos frequentemente; lavar o rosto e as mãos, não coçar os olhos;não compartilhar o uso de esponjas, rímel, delineadores ou de qualquer outro produto de beleza entre outros, são essenciais.
No caso de contagio o tratamento ideal é limpeza do olho, pálpebras e das secreções produzidas (usar soro fisiológico esterilizado e compressas esterilizadas); nunca tocar com a superfície das embalagens no olho ou pálpebra a quando da aplicação, para evitar a contaminação das soluções (colírios e pomadas); não tomar medicamentos sem consultar o seu médico. Afinal todo cuidado é pouco quando se fala de doença ainda mais se for relacionada aos olhos!
Pitada de cuidado e alerta básico!
Foto e Fonte: Google
domingo, 23 de janeiro de 2011
"Tome um banho de Bahia" ♫♪
domingo, 9 de janeiro de 2011
Num dia de verão
Fernando Pessoa (Alberto Caeiro )
"Como quem num dia de Verão abre a porta de casa
E espreita para o calor dos campos com a cara toda,
Às vezes, de repente, bate-me a Natureza de chapa
Na cara dos meus sentidos,
E eu fico confuso, perturbado, querendo perceber
Não sei bem como nem o quê...
Mas quem me mandou a mim querer perceber?
Quem me disse que havia que perceber?
Quando o Verão me passa pela cara
A mão leve e quente da sua brisa,
Só tenho que sentir agrado porque é brisa
Ou que sentir desagrado porque é quente,
E de qualquer maneira que eu o sinta,
Assim, porque assim o sinto, é que é meu dever senti-lo..."
* Pitada Básica de uma poesia, que enobrece a nossa estação.É verão minha gente!!!
"Como quem num dia de Verão abre a porta de casa
E espreita para o calor dos campos com a cara toda,
Às vezes, de repente, bate-me a Natureza de chapa
Na cara dos meus sentidos,
E eu fico confuso, perturbado, querendo perceber
Não sei bem como nem o quê...
Mas quem me mandou a mim querer perceber?
Quem me disse que havia que perceber?
Quando o Verão me passa pela cara
A mão leve e quente da sua brisa,
Só tenho que sentir agrado porque é brisa
Ou que sentir desagrado porque é quente,
E de qualquer maneira que eu o sinta,
Assim, porque assim o sinto, é que é meu dever senti-lo..."
* Pitada Básica de uma poesia, que enobrece a nossa estação.É verão minha gente!!!
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